
Carlos havia acabado de acordar. Reconhecera seu quarto, sua televisão e todas as outras coisas ao seu redor. Não havia ninguém em seu quarto. Normal. Carlos lembra de estar no volante de seu carro indo para uma festa. Lembrava de ter batido em um buraco na rua e nada mais. Seu carro capotou e caiu em um rio. Isso lhe rendeu 20 anos em coma. Nos primeiros anos de coma, a família de Carlos dispunha de todo o aparato necessário para mantê-lo vivo. Seu estado havia melhorado e já não precisava de tantos aparelhos e profissionais. Sua família manteve apenas uma pessoa. Uma senhora de uns 50 anos. Uma enfermeira aposentada amiga da família. E foi ela quem Carlos viu pela primeira vez. – Mãe? – soltou Carlos assim que a viu. Não! Não era sua mãe. Carlos não sabia mais sua mãe morrera uns 8 anos atrás. O alivio veio junto com a preocupação. Como faria a família de Carlos para não causar um choque com todas as novas informações, tudo aquilo que Carlos perdeu durante 20 anos de um sono profundo? Fora recomendado à família que antes de qualquer contato, Carlos recebesse apoio psicológico para redescobrir o mundo. Mesmo com todo cuidado do mundo, Carlos sofreu por ter perdido todos esse 20 anos. E quem não sofreria? Todas as informações chocaram Carlos, mas uma lhe chamou bastante atenção: Os carros. Os carros tinham ficado mais robustos, mais fortes. Ele não perguntou o motivo. Não queria mais saber. O tempo foi passando e Carlos se acostumando com o novo mundo. Um dia Carlos acordou e disse para sua irmã mais nova: - Quero passear de carro. – Carlos não tinha ido à rua depois que acordou do coma. Era de se esperar essa vontade já que Carlos em tempos outrora fora um afcionado por carros. Sua irmã aceitou e os dois foram para o passeio. Carlos observava tudo ao seu redor quando de repente uma solavanco. Carlos se desespera, começa a suar frio. Sua irmã vira e diz: - Certas coisas não mudam, meu irmão.
Era um buraco...

2 comentários:
ja pensou em se dedicar mais aos contos?
são bons rapaz.
hehe
sério.
Porque nunca acredito em elogios?
ahahahahahahaha
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