terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Será?

Eram apenas 8 horas da noite de uma sexta-feira. Meu telefone tocou. Não reconheci o número e resolvi não atender. Estava cansado de uma semana inteira de trabalho. Não queria ouvir ou ver ninguém. Queria ficar em casa em plena sexta-feira. O telefone tocou mais duas vezes ainda. O mesmo número que desconhecia. O céu estava nublado e um vento frio entrava na minha sala. Estava frio, muito frio, mas não ousei levantar para fechar a janela. Amo o frio. Adoro sentir meu corpo arrepiar e meus músculos travarem quando um vento gélido toca meu corpo. O telefone já não tocou mais. Já eram oito e meia. Na televisão passava algo que não fazia a menor questão de assistir. Estava com meu livro no colo esperando a vontade de ler. Esperava minha mente relaxar para criar um mundo de acordo com o que escritor me detalhava. Dei uma cochilada de uns 10 minutos e pronto, estava com meu cérebro pronto para ver um mundo novo. Peguei o livro e na primeira frase meu interfone toca. Preciso atender o interfone. Pode ser o porteiro querendo avisar sobre incêndio ou sobre uma outra coisa menos trágica. Sim, era o porteiro, mas não havia incêndio e sim uma coisa menos trágica. Ou talvez não. Era uma amiga que estava na porta querendo subir. Júlia. Júlia era uma amiga de faculdade com quem tive um pequeno romance de 2 dias. Sempre nos encontrávamos pelos bares e festa da cidade. Nunca mais tivemos nada. Já não éramos tão amigos assim. Liberei a entrada dela e fiquei pensando o que poderia ter trazido Júlia para minha casa se nem ao menos tinha lhe dado o endereço. Com quem tinha conseguido?

A campainha tocou e olhei no olho mágico. Era ela com um cabelo preto enrolado e seu rosto pálido de quem nunca se interessou pelo sol. Abri a porta e reparei ela de cima a baixo. Vestia um vestido azul-marinho e uma sapatilha tipo boneca. Estava realmente muito bonita e atraente. Abri um sorriso e ela me retribuiu. Deu-me um beijo ao mesmo tempo em que dizia que tinha conseguido meu endereço com o João. Não me interessava saber quem tinha lhe dado o endereço e sim o motivo da inesperada visita. Descobri que ela estava bebendo com João num bar aqui e perto e que ele mostrara onde eu residia. Ela resolveu aparecer. Trouxe cerveja, cigarros e pizza. Parecia que ia ficar uma semana. Pedi que ela ficasse à vontade, fechei um pouco a janela e tornei a sentar no sofá. Ela foi à direção á cozinha. Colocou a pizza no forno, a cerveja na geladeira. Voltou trazendo um cigarro acesso e uma cerveja aberta com dois copos e sentou-se ao meu lado. Fizemos um brinde. Eu brindei à nós e ela à nossa noite. Júlia estava linda. Júlia era linda e nessa noite estava sensual. Seu vestido era um pouco mais curto que estava habituada a usar. Seus seios tinham crescido e suas pernas, à mostra, estavam levemente torneadas. Senti um frio me subir pelo corpo. A janela estava fechada. Não era o vento. Enquanto ela falava, eu não conseguia parar de olhar para suas pernas e seus seios. Ela percebeu e fez questão de dobrar as pernas para dentro do sofá de modo que aparecesse um pedaço branco de sua calcinha. Olhei e ela sorriu. Um sorriso de vitória. Conseguiu o que queria. Deixar-me excitado. Ela levantou, puxou o vestido para baixo e voltou com mais cerveja. Naquela hora eu queria beber. Queria que a bebida sumisse com minha timidez e que pudesse mostrar a ela o quando estava com tesão. Bebi o copo numa vontade de ficar bêbado e novamente ela sorriu pra mim. Ela sentou mais perto de mim e começou a falar sobre minha aparência bem diferente do que era antes. Passou a mão no meu rosto e foi descendo. Com a ponta dos dedos acariciou meus mamilos e começou a beijar meu pescoço. Meu pau endureceu na hora. Enquanto ela me beijava eu olhava aquelas pernas. Minha mão parou no joelho dela e lentamente fui subindo por entre suas pernas. A mão dela descia pelo meu corpo na mesma proporção que a minha subia por entre as pernas dela. Enfim sua mão tocou meu pau. Estava duro como rocha. Ela gemeu no meu ouvido. Não conseguia subir mais minha mão. Não conseguia chegar em sua vagina. Ela abriu mais as pernas e puxou minha mão para dentro de sua calcinha. Senti aquele órgão molhado. Seu clitóris estava duro e pulsava lento. Meu corpo estremeceu. Ela se levantou e sentou no meu colo com as pernas abertas de um jeito que sua buceta tocava meu pau. Ela voltou a beijar meu pescoço enquanto tirava minha blusa. Foi descendo sua boca em direção ao meu peito dando mordidas leves. Fazia questão de se mexer para que meu pau roçasse na sua buceta. Já não agüentava mais. Queria arrancar aquela calcinha e penetrar naquela buceta molhada. Foder com ela de vestido mesmo. Queria sentir aquela buceta quente. Esbocei uma reação parecida, mas ela não deixou. Apenas sorriu e disse que tinha mais a ser feito. Continuou a beijar meu corpo e descendo cada vez mais e afastando sua buceta de meu pau duro como pedra. Ajoelhou no chão e puxou minha bermuda com força. Meu pau nem se mexeu. Estava duro. Tão duro que doía. Ela o agarrou com umas das mãos e lambeu do meu saco até a cabeça do pau. Aquela língua quente quase me fez gozar. Meu pau latejou com força e ela o engoliu com toda vontade. Chupava de fazer barulho e gemia alto. Meu pau latejou de novo como se estivesse gozando. Ela sentiu e tirou sua boca. Ficou de pé em frente a mim e tirou sua calcinha. Virou de costa e sentou bem devagar no meu colo fazendo com que meu pau penetrasse naquela buceta quente. Foi até o final e deu um gemido alto enquanto apertava minhas pernas com força. Eu a segurava pela cintura com uma das mãos enquanto a outra tentava virar seu rosto para mim. Queria ver aquela cara de tesão enquanto meu pau deslizava naquela buceta. Apertava a cintura dela com força. Estava quase gozando. Ela levantou e me jogou no sofá. Sentou com vontade no meu pau, mas agora de frente pra mim. Fazia uma cara de quem estava se derretendo toda. Gemia alto e mordia as mãos. Ela continuava a rebolar com vontade. Não agüentava mais segurar. Apertei suas pernas mais ainda, gemi alto e disse que ia gozar. Ela de imediato se levantou e pôs a boca em meu pau. Continuou a me chupar e enfim eu gozei. Minhas pernas ficaram dormentes e meu saco parecia que ia explodir. Ela botou meu pau todo na boca enquanto ele latejava jogando esperma em sua garganta. Terminei de gozar e ela levantou o rosto, abriu a boca para me mostrar que havia engolido tudo aquilo que derramei e sorriu. Subiu o corpo sobre mim e me deu um beijo leve no pescoço. Levantou do sofá, abaixou o vestido e disse: Será que a pizza está pronta?

sábado, 6 de dezembro de 2008

O celular de Carlos

Sentado em uma escada de frente pra rua, Carlos está com olhar distante. Sua vida anda uma mistura alegria com desespero. Ele espera alguém que salvará ou afundará de vez sua existência. Ela não veio e Carlos começa a afundar. Só resta agora pensar na vida. Com seu telefone, faz inúmeras tentativas para tal pessoa. Ela não retorna. Já é a segunda vez que isso acontece, mas Carlos, sempre com fé nas pessoas, acreditou que isso não aconteceria pela segunda vez. Aconteceu. Só lhe resta, agora, pensar na vida. É é o que ele faz. Repara em todos os detalhes e pessoas pela rua. Ônibus e carros que passam. Seu celular não sai de sua mão na esperança dela ligar. Ele quer fumar. Então, para não perder um segundo de contato com o aparelho, leva-o à boca. Puxa seu maço de cigarros do bolso, tira um e procura seu fósforo em sua mochila. pega um palito, risca e acende seu celular.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Rascunhos

Adoro meus rascunhos de e-mail. E-mails que não mandei por achar que não valia à pena mandar. Mas mesmo assim eu os revejo todos os dias. Que Deus abençoe os rascunhos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não percebe?

Como pode não perceber que os dias ficam mais coloridos e as flores, enfim, floresceram? É alegre. Não acha?

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Época de mudanças

É época de mudanças. Algo acontece e tenho uma vaga idéia do que seja. Não é mês de Maio mas as cores estão mais fortes e até as flores andam florescendo. Engraçado como faz tempo que não percebia isso. Engraçado.

Eleições, povos e pombos

Andava pelas ruas do centro. Havia descido de um ônibus na Av. Pres. Antônio Carlos para pegar um outro ônibus na Av. Chile. Um pequeno percursso, mas estava atrasado. Já eram 15:30 e precisava chegar até às 16:30 em casa. Era dia de votação. O trajeto até minha casa durava cerca de 1 hora. Estava atrasado.
Saí da Av. Pres. Antônio Carlos e peguei a Rua São José. Uma rua de pouco movimento de automóveis nos dias de semana e nenhum nos finais de semana. Só havia pombos. Todas as lojas fechadas e mendigos nas marquises. E pombos, muitos pombos.
Havia algo caído no chão e uma multidão de pombos à volta beliscando algo. Mirei bem no meio da "passaráda" e apertei o passo e adentrei no mafuá. Lembrei das cenas de filmes que se passavam nas praças de alguma capital importante da Europa em que os pombos voavam quando passava alguém por eles. Eu mesmo já havia feito algumas vezes aqui mesmo no centro do Rio. Eu era criança. Lembrei disso e apertei mais ainda o passo na direção dos pombos. No meu primeiro passo na muvuca olhei para cima. Queria admirar o espetáculo aéreo. Nada aconteceu. Parei e olhei para baixo. Os pombos continuavam a comer migalhas de pão deixada por algum carreto de lixo. Bati com o pé no chão e alguns pombos deram saltinhos e nada mais. Continuei a caminhada até meu ponto, mas pensando naquela situação. Resolvi voltar, mas agora eu corria e gritava e batia palmas. E nada. Nada aconteceu outra vez. O que será que aconteceu? O que será que aconteceu com o medo dos pombos? Porque será que os mendigos me olhavam diferente?
Desisti e rumei para casa. Fui votar com a certeza de que algo está mudando. As pessoas e até mesmo os pombos. Não! Os pombos mudaram, as pessoas não! tive a certeza disso na segunda-feira. Nas próximas eleições votem nos pombos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Felicidade

Andava pelas ruas com um sorriso estampado no rosto. Com seu tênis amarelo, suas calças largas e sempre numa camiseta básica. Carlos vestia-se assim, alternando somente a cor da camiseta. Ora cor escura, ora cor clara. Mas a cor preta prevalecia. Mas hoje estava diferente. Calçava um chinelo, uma bermuda um pouco acima do joelho e uma regata na cor branca que marcava seus músculos. E além disso, portava um sorriso largo. Ninguém nunca vira carlos com tantos risos e sorrisos. Sempre fora um rapaz de pouco assunto. Uns diriam que era sem educação, outros que era um rapaz fechado e tinha até quem duvidasse de sua sexualiadade.
Carlos descia a rua. Todos estranharam. Era bom dia pra lá, bom dia pra cá.
-Tá feliz né, Carlos! Teu tima ganhou ontem - Perguntavam
- Ganhou? de quem? - Respondia com alegria.
Não era por causa do time.
- Vai ter cerveja no final de semana?
- Devo sair sim.
- Ah, claro. Recebeu aumento.
- Só se for aumento de carga horária.
Também não era aumento.
E as perguntas continuavam.
- Mudou de emprego?
- Vai casar?
- Descobriu a mulher de sua vida?
- Descobriu o homem de sua vida?
- Ganhou na mega-sena?
- Seu pai ganhou?
- Encontrou Jesus?
Não! Não era nada disso.
Todos queriam saber do motivo do grande sorriso no rosto do rapaz mais antipático da rua. Há quem diga que seja o mais antipático do bairro e alguns exagerados dizem que é do Estado. Não chega a tanto, talvez esteja entre os 10 mais. No trabalho foram as mesmas perguntas e nada. Nada diferente na vida de Carlos.
Sua namorada estranhou. Sua sogra, seu sogro, cunhada, cachorro. Todos estavam intrigados para saber o que aconteceu.
- Descobriu que sou o amor da sua vida? - perguntou sua namorada
- Isso eu já sabia.
- O que houve? tem alguém na rua?
- Claro que não! Isso só me traria dor de cabeça. - disse sem tirar o sorriso do rosto.
- o que é então? - insistiu sua namorada.
- Nada, menina. Nada.
Mesmo sorridente, Carlos continuava fechado.
O dia passou e na manhã seguinte Carlos voltara a ser o menino mais antipático da rua.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Novas

Experimentar coisas novas sempre são interessantes. Conhecer aquilo que sempre conheceu mas nunca procurou se aprofundar. Troca de experiências. Porque não pensei nisso antes? Seria medo?

sábado, 12 de julho de 2008

O ketchup

Era o ketchup. O ketchup. Eu pensava que meu vício era o salgadinho. Aquele salgadinho frio com cara de empoeirado. Pensei que fosse as unhas sujas, aquela verruga cheia de cabelo no meio do rosto do chinês, mas não era nada disso. Era apenas o Ketchup que me viciava.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

No carnaval

Ainda era carnaval. Era almoço. Na rua ao som das marchas. Estava mal. Estava bonita. Estava como é hoje. Cumprimentos educados e nada mais. Me faltou coragem. Lhe faltou iniciativa. Nos faltaram beijos, abraços e risadas. Não nos falta nada.
Ando gelado, ando cansado. Ando por ai sem sair de casa. Me cansa andar. Me foge o te amar. Amar mesmo que em rimas pobres quando me faltam rimas. Todos me falam.

Primeiro encontro

Era tarde, era fim de ano. Era noite. Estava bem, estava bêbado. Não queria ter entrado lá, não queria ter fumado tanto. Queria ter bebido a mesma coisa que bebi. Queria ter beijado antes, queria ter beijado mais. Queria não ter ido pra casa, ter um celular, ter ligado no dia seguinte.
Bendita seja minha falta de timidez diante da bendita tecnologia.

domingo, 8 de junho de 2008

Há males que vem para o bem. E que bem...

Uma gripe forte me pegou durante a semana. Fazia tempo que não ficava resfriado. Acho que isso foi um acúmulo de vírus ou algo parecido em meu organismo. Não sei o que foi, mas fiquei muito mal. Tanto que foram 3 dias sem trabalhar. Ah! Como é bom ficar em casa. Fazia tempo que não sabia o que era isso. De cama, mas em casa. Não sai pra beber, não fiz nada além de ver televisão e ficar na frente do PC. Maravilha de final de semana. Aproveitei para ler livros inacabados, ouvir músicas, ver séries, filmes, escrever, comer, comer, beber água. Bom demais... E ainda tem uma frase ai que diz assim: "O Trabalho enobrece e dignifica". Porra nenhuma!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Saudades

Sinto saudades da época em que erámos mais irresponsáveis, mais aventureiros, mais viciados, mais infantis, mas isso mudou. Ainda me pergunto qual foi o motivo da mudança. Até pouco tempo achava que tinhamos deixado tudo de lado por conta de novas vidas. Não deixamos tudo de lado. Ainda permanecemos firmes e fortes um do lado do outro. Aliás, estamos mais próximos agora. Não há motivo para desespero. A cada vida nova que ganho, eles também ganham. Não há subtração.
Obrigado por existirem...

Aquela coisa toda

"Aquela Coisa Toda
(mongol)
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá"

À Primeira vista, parece um música sobre algum romance, sobre um casal, mas como disse o próprio Oswaldo Montenegro, desconfia-se que seja um lamento pela perda da amizade. Não! Pela perda não, mas pelo afastamento e tudo mais. Oswaldo disse num show que uma vez foi perguntar pro Mongol se era realmente sobre afastamento dos amigos. Mongol disse que não sabia. Vai ver que não queria dizer que sentia mágoas pelos amigos não estarem tão presentes.

Estamos mais para pousadas do que para campings. Não que eu queira voltar à acampar, mas disse com o desejo de dizer: Estamos mais velhos, já não cabe aventuras.
Alguns vão dizer que não existe idade para aventuras entre amigos. Concordo, mas existem alguns fatores que nos impedem de fazer isso. E não é ruim. Vivemos em outra época, outra realidade financeira, já temos nosso caráter e personalidade formadas. Cada um com seu estilo de viver, se vestir, se comportar. As aventuras mudaram. São 10 anos ou mais de amizade intensa. Viagens, conquistas, mudanças boas e ruins, namoros, casamentos, filhos... Tudo mudou, tudo aconteceu. Já não há mais espaço para fofocas, críticas destrutivas, conversa fora. Temos intimidade suficiente para dizer na cara o que não gostamos de tal pessoa. E não existe a possibilidade de parte criticada ficar com raiva ou se sentir injustiçada. Amizade é isso. É expor pensamentos. Criticar um amigo é dizer: Cara! isso não é bom pra você e nem pra gente.
Amizade é um casamento onde não tem separação. Ninguém fica amigo de outra pessoa por obrigação de convivio. Fica por afinidades. Receber criticas de amigos é a mesma coisa que ele abrir as portas pra você. Ele indica seu caminho.
Sinto saudades de épocas atrás, mas as coisa mudaram. Tenho que aceitar...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Espatodea

Minha cor
Minha flor
Minha cara

Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bão
Mas ele ficou melhor
quando você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen

Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei se o mundo é bão
Mas ele está melhor
desde você chegou
E explicou
O mundo pra mim

Não sei se esse mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoé
(Nando Reis)

Seria um bela música para declarar o amor para alguém, mas esse alguém teria de se chamar Zoé, ou, pelo menos, incorpora-la. É tão difícil alguém entender isso.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Música

Música é meu verdadeiro vício. Música nacional principalmente. Poucas são as músicas internacionais que gosto. Poucas mesmo. Não me seduz tanto assim. Gosto de letras e não é por não entender, mas sim por não serem 1\3 da poesia das nacionais, que não gosto das "gringas".
É lindo ouvir: " Se um dia você for embora, vá lentamente como a noite que amanhece sem que a gente saiba exatamente como aconteceu" e várias outras. Algumas bandas me chamam bastante atenção por suas letras, como por exemplo: U-2 com suas letras politicas, Queen, dentre outras. Recentemente descobri uma banda nova. Chama-se Keane. Foi uma descoberta no auge da minha deprê. Ouvia Keane todos os dias, todas as horas, todas a músicas... Um música me encanta de tal forma que quando a ouço, parece que entro em um outro universo. Try Again. Linda a música, linda letra. É o tipo de música que é para ser ouvida à beira da praia vazia e com uma chuvinha deliciosa de fim de tarde. Experimentem... Estou ouvindo agora, por acaso, e resolvi escrever isso. Nada demais. Mas a música... uhhhm.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Mês de Maio

Mês de Maio quase acabando. Resolvi só agora escrever, ou tentar, sobre esse mês, que para mim é maravilhoso. Mês das flores, das noivas, do céu azul, das tardes mornas e noites frias, fatos importantes. Mês do meu aniversário. É tão bom fazer aniversário, mas esse ano eu não gostei. Estou com quase 30. Mas não é de mim que quero falar e sim do mês de Maio. Quinto mês do ano e se não me engano, o primeiro do outono.
"Azul do céu brilhou. O mês de Maio bem que chegou. Olhos vão se abrir pra tanta cor." Cores... quantas cores. Mês de maio... e só.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Poesia?
Onde vamos parar... Estácio de Sá pede poesias no vestibular.
Viva a educação no páis.

segunda-feira, 3 de março de 2008

O buraco de Carlos






Carlos havia acabado de acordar. Reconhecera seu quarto, sua televisão e todas as outras coisas ao seu redor. Não havia ninguém em seu quarto. Normal. Carlos lembra de estar no volante de seu carro indo para uma festa. Lembrava de ter batido em um buraco na rua e nada mais. Seu carro capotou e caiu em um rio. Isso lhe rendeu 20 anos em coma. Nos primeiros anos de coma, a família de Carlos dispunha de todo o aparato necessário para mantê-lo vivo. Seu estado havia melhorado e já não precisava de tantos aparelhos e profissionais. Sua família manteve apenas uma pessoa. Uma senhora de uns 50 anos. Uma enfermeira aposentada amiga da família. E foi ela quem Carlos viu pela primeira vez. – Mãe? – soltou Carlos assim que a viu. Não! Não era sua mãe. Carlos não sabia mais sua mãe morrera uns 8 anos atrás. O alivio veio junto com a preocupação. Como faria a família de Carlos para não causar um choque com todas as novas informações, tudo aquilo que Carlos perdeu durante 20 anos de um sono profundo? Fora recomendado à família que antes de qualquer contato, Carlos recebesse apoio psicológico para redescobrir o mundo. Mesmo com todo cuidado do mundo, Carlos sofreu por ter perdido todos esse 20 anos. E quem não sofreria? Todas as informações chocaram Carlos, mas uma lhe chamou bastante atenção: Os carros. Os carros tinham ficado mais robustos, mais fortes. Ele não perguntou o motivo. Não queria mais saber. O tempo foi passando e Carlos se acostumando com o novo mundo. Um dia Carlos acordou e disse para sua irmã mais nova: - Quero passear de carro. – Carlos não tinha ido à rua depois que acordou do coma. Era de se esperar essa vontade já que Carlos em tempos outrora fora um afcionado por carros. Sua irmã aceitou e os dois foram para o passeio. Carlos observava tudo ao seu redor quando de repente uma solavanco. Carlos se desespera, começa a suar frio. Sua irmã vira e diz: - Certas coisas não mudam, meu irmão.

Era um buraco...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Antônio e o povo

Fazia tempo que Antonio não lia mais o jornal como sempre fazia nas manhãs em que ia para o trabalho. Antônio já fora um grande defensor do povo, de suas causas trabalhistas e tudo mais. Tudo que envolvia o povo própriamente dito, lá estava ele. Sempre com sua testa franzida, seus olhos semi-cerrado. Sempre a promulgar sua insatisfação com o poder público. Mas o tempo passou. Antônio já não era mais o mesmo. Corria entre as bocas de seus amigos que antônio tinha virado de direita, que era agora, um capitalista selvagem, mas a verdade é que Antônio desistira de lutar pelo povo pois achava que o povo não queria um defensor e sim um financiador e Antônio estava longe de financiar alguém, aliás estava longe de até financiar ele mesmo. Já beirava seus 40 anos de idade. 40 anos lutando contra o que ele mais temia: Ser do povo. Ser pobre. Para ele a vida tinha sido muito injusta. Tanto tempo brigando por melhoras popular e ele mesmo não usufruia dos resultados. Sentia-se injustiçado. A vida era injusta. O povo era injusto. Acordou um dia para o trabalho e resolveu não ler mais o jornal que todas as manhãs estava em seu quintal jogado pelo entragador. Experimentou uma nova sensação. A sensação de omissão. A sensação de não ter obrigação de se enraivecer por saber que o povo estava sendo lesado. Sentiu-se leve. Era isso que ele precisava. Precisava não saber da nada. Uma semana sem ler jornal e Antônio partiria para mais uma etapa de sua vida: Não assistir mais o noticiário da TV. E conseguiu. Não ligava mais a televisão. Não ouvia mais rádio. Seu tempo agora era usado para ler seus tantos livros que não teve tempo de ler pois a cabeça estava ocupada demais com causas populares. Nem futebol ele assistia mais. Suas conversas nas mesas de bar se resumia à música, livros, contos, filmes e seriados. Mesmo sem alguma noção do que se passava em sua cidade, Antônio ainda sim era uma boa conversa. Sempre com algo novo. Sempre otimista. Não sabia sobre assaltos, sobre mortes e guerras. Não sabia sobre inflação, sobre dívidas externas, sobre aumentos de IPTU, CPMF, IOF e outros impostos. Nem ao menos se importava em saber quem era o Prefeito de sua cidade. Era a vida que ele queria. Seu círculo de amizade mudou. Seus amigos altamente politizados já não serviria mais para ele e vice-versa. Sentia falta, afinal eram seus amigos. Mas era o jeito de evitar o primeiro gole. O primeiro gole de uma imensidão de informações que poderia por tudo a perder. Sua felicidade, seu otimismo, sua sensação de leveza. Era assim que se sentia. Seus amigos faziam falta, mas era para seu próprio bem se afastar. E assim Antônio viveu sua vida. Não olhava nada ao seu redor. Tudo estava bom. Tudo era barato, tudo corria na mais perfeita ordem. A verdade é que Antônio não se tornara um capitalista, um burguês e sim um individuo, parte do povo que ele sempre defendeu.