sábado, 6 de dezembro de 2008
O celular de Carlos
Sentado em uma escada de frente pra rua, Carlos está com olhar distante. Sua vida anda uma mistura alegria com desespero. Ele espera alguém que salvará ou afundará de vez sua existência. Ela não veio e Carlos começa a afundar. Só resta agora pensar na vida. Com seu telefone, faz inúmeras tentativas para tal pessoa. Ela não retorna. Já é a segunda vez que isso acontece, mas Carlos, sempre com fé nas pessoas, acreditou que isso não aconteceria pela segunda vez. Aconteceu. Só lhe resta, agora, pensar na vida. É é o que ele faz. Repara em todos os detalhes e pessoas pela rua. Ônibus e carros que passam. Seu celular não sai de sua mão na esperança dela ligar. Ele quer fumar. Então, para não perder um segundo de contato com o aparelho, leva-o à boca. Puxa seu maço de cigarros do bolso, tira um e procura seu fósforo em sua mochila. pega um palito, risca e acende seu celular.
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