segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

É o que sempre digo

Leave Before The Lights Come On

Arctic Monkeys

Well this is a good idea,
He wouldn't do it if it wasn't,
He wouldn't do it if it wasn't one.
Well my friend fancies you,
Oh what a way to begin it all,
You said they're always exciting words to hear

And they woke up together not quite realising how,
Akwardly stretching and yawning,
Its always hard in the morning,

And I suppose that's the price you pay,
Oh it isn't what it was,
She's thinking he looks different today,
And oh there's nothing left to guess now,

They left before the lights come on,
Because they didn't want to ruin,
What it was that was brewing,
Before they absolutely had to,
And how can you wake up,
With someone you don't love?
And not feel slightly fazed by it,
Oh, he had a struggle,

And they woke up together not quite realising how,
Oh but he's stretching and yawning,
It's always hard in the morning,

And I suppose that's the price you pay,
Oh it isn't what it was,
She's thinking he looks different today,
And oh there's nothing left to guess now,

Quick, let's leave, before the lights come on,
'Cos then you don't have to see,
'Cos then you don't have to see,
What you've done

Quick, let's leave, before the lights come on,
'Cos then you don't have to see,
'Cos then you don't have to see,
What you've done

Until tomorrow!

I'll walk you up, what time's the bus come?
I'll walk you up, what time's the bus come?
I'll walk you up, what time's the bus come?
I'll walk you up, what time's the bus come?


Para assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=SEukS2YN9B8

domingo, 27 de dezembro de 2009

Chuva de lágrimas

Chove forte aqui no Rio. Enquanto caminho para chegar ao trabalho, a chuva não descansa e me deixa encharcado. Aproveito esse momento para chorar. Caminhar pelas ruas de Botafogo traz pequenas lembranças alegres, mas que nesse momento me deixa triste. Não sei se é injustiça da vida me deixar tanto tempo longe de alguém que passei apenas quase um ano ou se é injustiça minha querer que ela estivesse aqui. Não há dúvida que esse tempo longe nos fará bem, mas a próposito: Que bem é esse? Acredita em destino? Eu não, então o que for mudar será errado, pelo menos para mim. Tenho medo. Medo das mudanças e principalmente medo das mudanças para pior. Afinal, pior para quem? Nada vai mudar e se mudar será para melhor. Melhor para os dois, para os dois juntos. Aguardo. Me borrando de medo, mas aguardo. A chuva não pára de cair e eu não me canso de chorar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vida nova

"Brincadeira de lavar e varrer o mal tempo, a ira do vento que logo vai passar"

Limpeza na vida, no blog, na mente!
Viva a vida nova....

A espera

Enquanto espero o ônibus, alguém me espera em casa. Minha cama me espera e eu espero algo em troca.
Enquanto espero o ônibus, alguém em casa me espera. Minha rede me espera e eu espero algo em troca.
Enquanto espero o ônibus, alguém me espera em casa. Minha mesa me espera e eu espero algo em troca.
Enquanto espero em casa, noutra casa ela espera. Minha vida me espera e eu espero algo em troca.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Rio - Paris

Enquanto no Humaitá o Cristo está encoberto
e os voluntários da pátria na Voluntários da Pátria bebem até de manhã;
Enquanto o Pão de açúcar recebe seus bondes vazios
e o aterro do Flamengo é apenas dormitório;
Enquanto as meninas da Glória choram de dor, de prazer, de tristeza
e na Lapa o único som que se ouve é o bater de asas dos pombos;
Enquanto na cinelândia o filme que passa é o da fome, da falta de teto
e a Primeiro de Março parece o último dia do ano;
Enquanto o edifício-garagem sobram vagas
e o largo da São José é apenas ponto de ônibus;
Enquanto na Av. Brasil os carros passeiam a mil por hora
e o sétimo marco da passagem do imperador parece um praça de guerra,
Paris aguarda ansiosa a chegada de um sonho.

sábado, 14 de novembro de 2009

A Falta

A gente vive correndo para lá e para cá. Organizando viagens, passeios, encontro com os amigos, mudanças, filmes que a gente nunca consegue assistir. Coisas normais de pessoas normais. E nesse corre-corre certas coisas passam e a gente nem percebe. Ou talvez até perceba, mas não dá a devida importância. São coisas simples, do dia-à-dia. Coisas do cotidiano, mas que fazem muita falta quando se perde ou deixa de acontecer mesmo que seja por um tempo pequeno. Um final de semana. E nesse final-de-semana senti muita falta dessas pequenas coisas. Senti falta do mau-humor matinal, do incentivo (ou seria pressão?) para resolver as coisas, senti falta da raiva que sente quando eu faço uma piada e ela não entende, senti falta de fazer piadas, de abraçar e beijar seu pescoço enquanto fazemos comida. Senti falta de reclamar do gosto musical e de ficar com raiva por ela não gostar de lô borges, senti falta do sorriso escondido, das "cutucadas" nas minhas costas, falta de sair para tomar uma cerveja e conversar, discordar, concordar sobre os mais diferentes assuntos. Senti falta de comer patanisca, pastel, do pnao com ricota pela manhã e até do cheiro de manga pela manhã. Ah! como gostaria de ouvir ela reclamar do meu 5º copo de café com leite deste sábado. Reclamações, estresse, ciúmes, desconfiança, tristeza. Tudo isso faz parte desse conjunto. E mesmo sendo ruim, faz falta. Mas o que mais fez falta foi dormir abraçado, de fazer amor pela manhã, de ficar rindo das besteiras que falamos, de rir quando ela não sabe uma informação e inventa qualquer coisa, de fazer comida juntos, de beber cerveja enquanto cozinhamos.
Foi só um final de semana, mas foi o suficiente para saber que falta que faz.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Caixa de diálogo (terceira e última parte)

- A gente se esbarra por aí então...
- Vai direitinho. Qualquer coisa é só ligar
- Vou penar um pouco para pegar ônibus, mas pode ir que me viro
- Quer dormir lá em casa?
- Carlos...
- Só dormir... Como minha amiga
- Você sabe que isso não pode acontecer
- Sei... Então tá. Qualquer coisa é só ligar. Sabe meu número, né?
- Sei sim.
- Tchau
- Tchau...

.
.
.
.
.
.
.
- Alô
- Carlos?
- Ele mesmo...
- O convite ainda está de pé?
...

domingo, 19 de julho de 2009

Frio

Frio é o clima que mais gosto. Sempre gostei de frio. Aquele céu nublado, um vento que corta o rosto. O corpo fica tenso, trêmulo, a água do chuveiro à eletricidade não esquenta direito, a praia vazia, as ruas sem ninguém depois das 8 da noite. Você põe uma calça e casaco pra dormir. Todo mundo se cobre dos pés a cabeça e só se vê o rosto. Clima agradável até para tomar um cerveja. As pessoas preferem vinho, mas gosto do gelado descendo pela garganta. Amo frio e tudo que ele traz. Principalmente para namorar. Ficar agarradinho no sofá com o mesmo cobertor vendo algum filme de romance que sempre passa na tv. Amo o frio, mas acho que ele não gosta de mim. Ele sempre me aparece quando não tenho o motivo principal para gostar de frio. Porque ele veio essa semana?

Odeio o frio.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tristesse

Tristesse
(Milton Nascimento)


Como você pode pedir
Pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas prá mim não morreu
Lembra, lembra, lembra, cada instante que passou
De cada perigo, da audácia do temor
Que sobrevivemos que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
Como você pode pedir...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Tato...

Preciso parar de agir com a emoção. Preciso pensar mais antes de tomar alguma atitude. Sempre deixo a emoção falar mais alto e sempre, eu disse sempre, me fodo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O inocente?

Carlos abriu os olhos bem devagar, olhou seu relógio de cabeceira que ainda marcava exata 8:30. Essa era a hora que deveria estar já no trabalho. Mas Carlos ainda permanecia deitado na cama e com uma enorme vontade de não levantar. Nunca mais. Levantou e foi direto ao banheiro. Urinou e de tanta preguiça não levantou a tampa, sujando toda ela com aquela urina amarela e fedida. Lavou as mãos e jogou água no rosto para tentar despertar. Em vão. Voltou para cama, catou seu telefone na cabeceira que se encontrava ao lado do relógio e ligou para seu chefe avisando que não trabalharia hoje. Seu chefe nada falou. Sabia qual era o estado atual de Carlos. Voltou a dormir e tornou acordar às 13:00. Dessa vez ele deu um pulo da cama. Seu coração batia tão forte que Carlos achou que enfartaria. Seu braço esquerdo não era sentido e uma dor insuportável de estômago fazia Carlos chorar de medo. Correu para o banheiro e sentou no vaso, todo sujo da urina matinal, e eliminou tudo de ruim que permaneceu dentro dele durante toda à noite. Evacuou toda a pizza que havia comido na noite anterior. Carlos suava frio e a dor cada vez mais aumentava. Sem se limpar, Carlos correu para o chuveiro e se encharcou de uma água gelada. Ficou ali, embaixo do chuveiro por mais ou menos uma meia-hora. Sua dor passara e seu braço já respondia seus comandos. Sem se enxugar e pelado, Carlos caminhou até a cozinha para preparar seu café da manhã. Enquanto esquentava o pão com queijo, ligou o rádio que sintonizava uma emissora de notícias. Não! Carlos não queria ouvir mais nada sobre seu trabalho. Queria se desligar. Tudo ainda estava muito fresco em sua memória e na das pessoas. Foi à estante de CDs e catou alguma coisa mais tranqüila. Chegou a pegar um antigo álbum do Elvis, mas logo desistiu após ver um outro álbum que não ouvia fazia anos, lançado há 37 anos atrás. Aquele grupo musical dizia muito para Carlos. Formados por amigos que se encontrava todos os dias para tocar. Carlos sentia muita falta de seus amigos. Os que não saíram da cidade, não o convidava para nada mais. Por medo, por preconceito. Carlos aceitava, mas não compreendia. Colocou o CD no aparelho e voltou para ver seu pão. Estava no ponto. Torrado do jeito que Carlos gostava. Teve preguiça de fazer café, então optou por um suco de laranja. Preparou a mesa e foi buscar o jornal deixado pelo zelador em sua porta. Sentou-se à mesa e enquanto se alimentava, Carlos passeava os olhos pelo jornal. A cada página virada, a dor no estômago aumentava. Não agüentava mais aquela dor e muitas menos as notícias do jornal. Tudo ainda estava muito fresco em sua memória. Terminou de comer e deitou no sofá da sala para degustar seu cigarro matinal enquanto cantarolava as músicas do álbum esquecido, mas do qual Carlos era fã. Seu telefone residencial não parava de tocar, mas ele nunca atendia. Nunca tinha dado o número para ninguém. Carlos já sabia sobre o que era aquela ligação. Não queria atender. Tudo ainda estava muito fresco em sua memória. O cigarro acabou e Carlos colocou uma roupa qualquer para ir à rua comprar mais. Não tinha vontade alguma de sair à rua, mas precisava. Seu vício falava mais alto. Enquanto ele descia a rua todos olhavam para ele com ar de reprovação. Sentia-se mal, mas dizia para si:

- Eles fariam o mesmo no meu lugar.

Mesmo repetindo isso, Carlos sentia-se muito mal por sua atitude. No botequim, Carlos foi mal recebido. Pediu dois maços de seu cigarro favorito e 4 cervejas. Tentou pagar, mas o dono do botequim não quis aceitar aquele dinheiro sujo. Carlos tentou argumentar, mas foi cortado e convidado a se retirar do estabelecimento. Abaixou a cabeça e subiu a rua em passos largos e sem sincronia. Entrou em casa e o som já não tocava mais, porém seus telefones tocavam. Parecia uma sinfonia. Desligou o celular e tirou o residencial do gancho. Não queria falar nada com ninguém. Abriu sua cerveja e acendeu outro cigarro. Colocou o mesmo CD para tocar e tornou a deitar no sofá. O CD ainda tocou mais três vezes enquanto Carlos fumava cigarro e bebia cerveja. Adormeceu no sofá. Acordou muito tempo depois. Já eram 8 da noite e Carlos mais uma vez sentia uma enorme dor no estômago e seu braço dormente. Dessa vez não conseguiu correr para o banheiro e evacuou ali mesmo no sofá. Carlos chorava. Algum tempo depois, Carlos levantou, mas não se direcionou para o banheiro. Olhou sua janela da sala que ficava no décimo andar de um prédio antigo cravado no centro da cidade. A janela parecia chamar Carlos e ele obedecia. Enquanto passava, deixava um rastro fétido. Uma mistura de fezes, cigarro e álcool. Aproximou-se da janela e sentou no “para-peito” da mesma. Não restava alternativa para Carlos a não ser se livrar daquele peso que o corroia por dentro. Respirou fundo, pediu perdão para parentes, amigos e a deus pelo episódio que se envolvera. Se jogou. Enquanto caía, o rádio de algum apartamento anunciava:

- Morador de comunidade invadida pela PM denuncia que o tiro que vitimou menino de 10 anos em favela partiu de um traficante...

Um barulho ensurdecedor atraiu uma multidão para calçada do prédio. Não havia mais tempo.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calado.

sábado, 4 de abril de 2009

Tarde

A cada dia que passa me apaixono mais e mais pelas músicas do pessoal do Clube da Esquina. O que não entendo é como alguém pode não conhecer esse "movimento" que foi um dos mais importantes para a música nacional. Faça um favor para vocês: Ouçam Clube da Esquina.
Descobri um música do Márcio Borges e Milton Nascimento que ouvi na voz do Taiguara.
Segue a letra:

Tarde
Composição: Márcio Borges - Milton Nascimento

Das sombras quero voltar
Somente aprendi muita dor
E vi com tristeza o amor
Morrer devagar, se apagar

Quero voltar
Poder a saudade não ter
Não ver tanta gente a vagar
Sem saber viver

Vou sem parar
Das tardes mais sós, renascer
E mesmo se a dor encontrar
Sabendo o que sou
Não peço mais perdão
Porque já sofri demais
Demais...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Universo...

"Eu desisto
Não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
E uma gente que não viva só pra si

Só encontro
Gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi

Por uns velhos vãos motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor..."
(Taiquara)