A gente vive correndo para lá e para cá. Organizando viagens, passeios, encontro com os amigos, mudanças, filmes que a gente nunca consegue assistir. Coisas normais de pessoas normais. E nesse corre-corre certas coisas passam e a gente nem percebe. Ou talvez até perceba, mas não dá a devida importância. São coisas simples, do dia-à-dia. Coisas do cotidiano, mas que fazem muita falta quando se perde ou deixa de acontecer mesmo que seja por um tempo pequeno. Um final de semana. E nesse final-de-semana senti muita falta dessas pequenas coisas. Senti falta do mau-humor matinal, do incentivo (ou seria pressão?) para resolver as coisas, senti falta da raiva que sente quando eu faço uma piada e ela não entende, senti falta de fazer piadas, de abraçar e beijar seu pescoço enquanto fazemos comida. Senti falta de reclamar do gosto musical e de ficar com raiva por ela não gostar de lô borges, senti falta do sorriso escondido, das "cutucadas" nas minhas costas, falta de sair para tomar uma cerveja e conversar, discordar, concordar sobre os mais diferentes assuntos. Senti falta de comer patanisca, pastel, do pnao com ricota pela manhã e até do cheiro de manga pela manhã. Ah! como gostaria de ouvir ela reclamar do meu 5º copo de café com leite deste sábado. Reclamações, estresse, ciúmes, desconfiança, tristeza. Tudo isso faz parte desse conjunto. E mesmo sendo ruim, faz falta. Mas o que mais fez falta foi dormir abraçado, de fazer amor pela manhã, de ficar rindo das besteiras que falamos, de rir quando ela não sabe uma informação e inventa qualquer coisa, de fazer comida juntos, de beber cerveja enquanto cozinhamos.
Foi só um final de semana, mas foi o suficiente para saber que falta que faz.
sábado, 14 de novembro de 2009
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Um comentário:
Que sensação estranha me trouxe esse texo.
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