quarta-feira, 24 de março de 2010
A primeira vez que vim São Paulo
de tão rápida me deixou passar
Eu que sempre te quis, que nunca te vivi.
Quem dera oferecesse uma vaga pra meu amor.
À primeira vista! Foi assim
Nunca te esqueço
Não me disse bem-vindo,
nem me disse adeus
Era frio, é mais adiante
era concreto, era nublado
d'um cinza apaixonante
Era São Paulo
Da primeira vez que vi São Paulo
nunca me disse bem-vindo, tampouco disse adeus
Me encantam seus pilares, a torres de concreto
A selva de pedra
Tão cinza no céu,
o colorido das meninas.
Passeava enquanto todos corriam
Era frio, era triste, é mais adiante
era concreto, era nublado, era cinza apaixonante...
Era São Paulo
quinta-feira, 4 de março de 2010
Caixa de metal
A comida de terça-Feira
- Em casa! Graças a Deus!- Exclamei em voz alta. Tinha acabado de chegar do trabalho. Era uma terça-feira, dia da semana em que não se faz nada, mas especialmente nessa terça, saí para tomar um chope, não, chope não, saí para tomar uma cerveja. Cerveja é o tipo de bebida social, todos têm que concordar com a marca a ser bebida, com uma garrafa se enche três ou quatro copos e por aí vai. Mas voltando a vaca fria, nessa terça-feira saí pra tomar uma cerveja com os colegas do trabalho. Tomamos umas seis cervejas, nada muito exorbitante, afinal de contas ainda é terça-feira. Saí do bar e rumei para casa, estava com uma fome imensa e no trajeto já estava pensando no que fazer para comer. Não queria nada muito complicado. Pensei em omelete, mas por acaso não tinha ovos
- Olha o ovo! Eu não tenho ovo - Droga de ovo, porque diabos não tinha ovo em casa?
Então desisti de pensar
- Bendita mãezinha que nunca se esquece do filhinho sozinho - Dizia isso parecendo que ela estava ali comigo, mas se estivesse, com certeza eu já teria comido alguma coisa e meu estômago já estaria mais calmo e teria parado de me xingar. Voltei à minha cruzada em busca da comida perdida. Meu pai do céu, cozinhar sem todos os elementos necessários é uma tarefa pra mãe mesmo, só elas conseguem essa façanha, a façanha de fazer qualquer coisa virar uma comida agradável. Minha mãe sempre se virou muito bem na cozinha. Já teve época de não ter nada na geladeira e ela conseguir fazer milagres e todo mundo comer bem. Mas eu não sou minha mãe e nem poderia ser, afinal de contas eu sou homem e não tem como uma pessoa do sexo masculino ser mãe dela mesmo. Ou tem? AH! Essa fome me tirou a lucidez. Enfim desisti de tentar comer alguma coisa nesta bendita terça-feira. E contrariando meu estômago, fiz um achocolatado, um pão na chapa com manteiga, queijo e presunto. Na verdade fiz dois pães. Sentei no sofá, liguei a televisão e devorei aqueles pães e aquele achocolatado como se fossem as maiores maravilhas do mundo. Não era, mas enganei meu estômago. Olhei na direção do dele e soltei:
- Te juro que amanhã você receberá em dobro. Não fique triste.-
Peguei um papel e uma caneta e escrevi um bilhete: “Não posso esquecer de comprar ovos amanhã. Não posso, não posso e não posso”.Joguei o bilhete no sofá e fui dormir em minha cama.
Sábado à noite
- Mas com quem?- Logo me vem a pergunta à cabeça.
Faço algumas ligações. Alguns não atendem, outros estão sem dinheiro, uns moram longe e outros vão acordar cedo.
- Vou sair sozinho.- dou um ponto final à minha decisão.
Desço a rua e pego um ônibus. Em 15 minutos estou em uma pracinha lotada de bares e pessoas nas calçadas. Alguns bares com música ao vivo e poucos lugares para sentar.
Õ dificuldade para decidir onde sentar.
Sento-me em um bar com música ao vivo, já que estou sozinho, pelo menos canto as músicas para me distrair um pouco. E no pequeno palco que fica localizado no meio da calçada, toca o violão suave, uma mulher morena de voz grave.
Porque é tão difícil conseguir um garçom nessas horas? Ele passa pela minha mesa umas 10 vezes e apesar de chamá-lo todas as 10 vezes, ele sequer olha pra mim, será que é pelo fato de estar sozinho em uma mesa? Sei lá, vai ver é o grande movimento do bar esta noite. Já tinha desistido de chamar o garçom pra pedir uma cerveja, quando de repente me aparece ele, com uma cerveja e um copo nas mãos. Ele abre a cerveja, despeja em meu copo e me pergunta se desejo mais alguma coisa. Olho para a cerveja, não é a marca que gosto, chego a pensar em pedir pra trocar, mas tenho medo de só conseguir beber minha marca de cerveja predileta quando estiver quase dormindo na mesa.
- Não obrigado. Por enquanto é só.- respondo para o garçom.
Dou o primeiro gole e acendo um cigarro para acompanhar. Observo as pessoas sentadas ao meu redor. Não reconheço um rosto sequer. Sinto-me um estranho naquele lugar. Como se fosse um ET. Nesse momento, me vem a vontade de voltar pra casa, mas resisto, tomo outro gole e torno a encher meu copo. Nesses dias de calor infernal, um copo de cerveja vai embora em apenas dois goles.
A cantora então faz uma pausa em sua cantoria.
- Mas já?- penso sem pensar na possibilidade de ela estar tocando ali pelo menos umas 2 horas direto.
E agora, o que vou fazer? Só me resta tomar mais um copo de cerveja, acender outro cigarro e voltar a observar as pessoas ao meu redor, tentando em vão achar um rosto conhecido. Acho que todos meus conhecidos foram para um churrasco juntos e não me chamaram.
20 minutos e alguns goles mais tarde, a morena volta a cantar e sua primeira música pós-pausa é uma daquela música-tema de suicídio, mas essa música não me toca. Estou bem. Sozinho, confesso, porém, bem comigo e com o mundo.
Ouço meu nome.
- Fulaninho?- Olho para todos os lados e não reconheço ninguém.
Volto a fitar a cantora. De repente um maço vazio de cigarro colide com o meu rosto. Tomo um susto, fico puto e solto:
- Porra! Quem foi o filho da puta?- falo baixo, mas o suficiente para ser ouvido a umas três mesas ao meu redor.
- Filho da puta não, filha da puta!- Era uma amiga minha que não via faz tempo.
Levantei, fui à mesa dela, que estava com mais quatro pessoas. Abracei-a, beijei-a e fico conversando, eu de pé e ela sentada. Ela então teve dó de mim e me convidou para sentar com eles. Paguei a cerveja que tinha pegado e me transferi para mesa dela. Ficamos relembrando os tempos de adolescentes, tempos de descobertas. Tempos de 2º grau. E assim ficamos até umas 4:30. Parecia que só havia nós dois na mesa, no bar e no mundo. Hora de ir embora. Peguei meu ônibus de volta para casa, deitei na cama e apaguei com um sorriso de felicidade que não tinha há muito tempo
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Na nossa casa
Quando anoiteceu
Nenhuma luz na nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?
Se tudo parecia nada, ainda assim
O nada era mais do que o que você deixou
No fim
Quando aconteceu
Quando algo em que a gente acreditava
Se perdeu
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?
Não é o fim do mundo
É só o fim de tudo que fomos nós
Sem flutuar e sem tocar o fundo sempre sós
(Paralamas do Sucesso)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Para Márcio e Daniela (qualquer homenagem, mas não uma homenagem qualquer)
Ele de Belo horizonte e ela de outra cidade
De cinema eles me falam,
ele com os olhos cheios d'água e ela também
Pelo amor à amizade,
ele me faz chorar e ela também
Ele tem me acompanhado durante toda a semana e
ela já nem tanto
Do meu amor,
ele o tem desde meus 14 anos e ela o descobriu agora
Ele me diz que os sonhos não envelhecem e
ela me mostra que os sonhos tornam-se reais
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Vida pra levar, levar e nada mais...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
É o que sempre digo
Leave Before The Lights Come On
Arctic Monkeys
Well this is a good idea,
He wouldn't do it if it wasn't,
He wouldn't do it if it wasn't one.
Well my friend fancies you,
Oh what a way to begin it all,
You said they're always exciting words to hear
And they woke up together not quite realising how,
Akwardly stretching and yawning,
Its always hard in the morning,
And I suppose that's the price you pay,
Oh it isn't what it was,
She's thinking he looks different today,
And oh there's nothing left to guess now,
They left before the lights come on,
Because they didn't want to ruin,
What it was that was brewing,
Before they absolutely had to,
And how can you wake up,
With someone you don't love?
And not feel slightly fazed by it,
Oh, he had a struggle,
And they woke up together not quite realising how,
Oh but he's stretching and yawning,
It's always hard in the morning,
And I suppose that's the price you pay,
Oh it isn't what it was,
She's thinking he looks different today,
And oh there's nothing left to guess now,
Quick, let's leave, before the lights come on,
'Cos then you don't have to see,
'Cos then you don't have to see,
What you've done
Quick, let's leave, before the lights come on,
'Cos then you don't have to see,
'Cos then you don't have to see,
What you've done
Until tomorrow!
I'll walk you up, what time's the bus come?I'll walk you up, what time's the bus come?
I'll walk you up, what time's the bus come?
I'll walk you up, what time's the bus come?
Para assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=SEukS2YN9B8
